Platô é comum no tratamento com GLP-1. Entenda por que acontece, o que revisar antes de pensar em mudar o remédio e como saber se a gordura continua saindo.
Por que o peso para
Conforme você emagrece, o corpo gasta menos energia: há menos massa para sustentar e ele se adapta. Ao mesmo tempo, com o tempo de tratamento, a fome pode voltar um pouco. O resultado é um período em que a balança quase não mexe, mesmo fazendo tudo certo.
Considera-se platô quando o peso fica praticamente estável por três semanas ou mais. Oscilações de um ou dois dias, por água, sal ou intestino, não contam.
O que revisar antes de tudo
Registro: anote tudo por uma semana, inclusive beliscos, bebidas e fins de semana. É onde costuma estar a diferença.
Proteína e força: bater a meta de proteína e treinar força duas a três vezes por semana ajudam a manter o metabolismo.
Passos, água e sono: movimento no dia a dia, hidratação e noites de sono adequadas mexem mais na balança do que parece.
Olhe além da balança
Peso parado com cintura caindo costuma significar gordura saindo e músculo ficando, o que é uma ótima notícia. Por isso vale medir a cintura e, se possível, acompanhar a bioimpedância.
Se o platô passar de seis semanas, leve seus registros ao médico ou nutricionista. Ajuste de dose é sempre decisão de quem prescreve.
Perguntas frequentes
Devo aumentar a dose por conta própria?
Não. Qualquer mudança de dose deve ser feita pelo médico que acompanha o seu tratamento.
Comer menos ainda resolve o platô?
Nem sempre. Cortar demais costuma derrubar a proteína e acelerar a perda de músculo, o que piora o metabolismo. Revisar a qualidade e o registro costuma funcionar melhor.
Quanto tempo dura um platô?
Varia de pessoa para pessoa. Muitos duram algumas semanas e passam com ajustes de rotina; os mais longos merecem avaliação profissional.
Este guia é educativo e não substitui orientação de médico ou nutricionista. Não indicamos medicamentos nem doses.